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terça-feira, 10 de maio de 2011

O Símbolo Perdido, de Dan Brown

No âmbito da Semana da Leitura, iniciamos a publicação de algumas notas de leitura elaboradas pelos nossos jovens leitores.


O Símbolo Perdido é o quinto romance do escritor Dan Brown.
Este romance tem como protagonista o já famoso professor universitário de simbologia, Robert Langdon, personagem dos romances publicados anteriormente – Anjos e Demónios e O Código Da Vinci.
Tudo começa quando um suposto assistente de um grande amigo de Robert, Peter Solomon, – director da Smithsonian Instituition, grande mestre maçon e filantropo - lhe pede para fazer a palestra de abertura de uma gala privada, que teria lugar no National Statuary Hall, o Capitólio dos Estados Unidos.

Quando chega ao Capitólio, Robert não encontra ninguém, pois não havia palestra nenhuma. Caíra numa armadilha. Em vez da palestra, Langdon encontra a mão de Peter decepada, com símbolos tatuados na ponta dos dedos e com o código “SBBXIII” tatuado na palma da mão. Robert apercebe-se imediatamente que se trata do código para a descoberta da Sabedoria Antiga.
Mal’akh, o sequestrador de Solomon, acredita que alguns mestres maçons – entre eles os fundadores de Washington DC – esconderam algures na cidade um tesouro capaz de conferir poderes sobre-humanos e uma grande sabedoria, a Sabedoria Antiga, que se perdera nos tempos e que, se agora fosse redescoberta, seria capaz de mudar o mundo. E Mal’akh queria ser o detentor dessa sabedoria.
Robert vê-se obrigado a aceitar o “convite” antigo e descobrir o caminho até à Pirâmide Maçónica – uma pirâmide oculta, concebida para proteger os Mistérios Antigos -, visto que esta é a única maneira de salvar o seu amigo Peter.

Langdon, durante esta aventura alucinante, vê-se envolvido num mundo completamente diferente daquele a que está habituado. Washington transforma-se num local de caminhos secretos, de caves e sub-caves, de códigos maçónicos, de verdades ocultas e de símbolos perdidos.
Robert conta com a ajuda da irmã de Peter, Catherine Solomon – uma grande cientista noética -, para descodificar a Pirâmide Maçónica e chegar à Palavra Perdida. A lenda dizia que apenas conseguia descodificar a Pirâmide quem conseguisse ver ordem a partir do caos - Ardo ab chao – e Langdon conseguiu.
Descodificaram o mais complexo código da pirâmide – um pictograma alegórico com uma linguagem claramente metafórica e simbólica, não literal. Laus deo - em português, “Louvado seja Deus” - era a última palavra codificada da Pirâmide Maçónica e levava-os directamente para o local onde estava enterrada a Palavra Perdida.
“A palavra perdida não é uma metáfora…é real. Está escrita em língua antiga…e há séculos que está escondida. A Palavra é capaz de trazer poder inimaginável a quem quer que perceba o seu verdadeiro significado. A Palavra tem estado escondida até hoje…e a pirâmide maçónica tem o poder de a revelar.”
Dizia a lenda maçónica que a Palavra Perdida estava enterrada algures em D.C., mesmo no fundo de uma longa escadaria, por baixo de uma enorme pedra gravada. E a lenda estava correcta. A Palavra estava escondida no Washington Monument, no fim de uma longa escadaria, enterrada na pedra angular do monumento.
Langdon descobre que a Palavra Perdida não é uma “palavra”. Só se chamava assim porque era assim que os antigos lhe chamavam…no princípio.
“No princípio era a Palavra” ; “No início era o Verbo”.
Para os antigos maçons da América, a Palavra tinha sido a Bíblia e, no entanto, poucas pessoas tinham percebido a sua verdadeira mensagem. Os livros mais antigos e mais estudados da Terra são, na realidade, os menos compreendidos.
“Disfarçado nestas páginas esconde-se um segredo prodigioso”
Tudo estava prestes a mudar e uma era de conhecimento iria instalar-se. A sabedoria antiga estava prestes a ser redescoberta. A fé, a ciência e o Homem…

E PLURIBUS UNUM. «De muitos, um só»
Deus é o símbolo que todos partilhamos, o símbolo do nosso potencial humano ilimitado. Esse símbolo perdido tinha sido escondido, até agora.

“Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se; porque não há coisa que não se saiba e venha à luz”
Um livro com um ritmo alucinante e simplesmente fascinante. É, sem dúvida, um livro inteligente e que nos agarra desde o primeiro capítulo. A história está muito bem construída e a maneira como é narrada é brilhante. Acho que no final da história é tudo muito aberto e relativo e fica ao critério do leitor interpretar a mensagem. O que, na minha opinião, é espectacular.
É um livro que desperta o leitor para temas como a Franco-maçonaria e a ciência noética - ciência que estuda o poder que a mente humana tem sobre o mundo físico.
O livro fala bastante sobre a ligação da ciência à fé e ao Homem e também sobre o poder e a sabedoria da sociedade actual.
O melhor livro que li até hoje.

Maria Vicente Cardoso, 8ºD

2 comentários:

  1. Uma nota de leitura excelente sobre um livro cativante... Faz-nos pensar que afinal, a ciência e fé não estão assim tão separadas.

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  2. Nao li o livro, mas pela excelente descriçao, acho melhor pensar em fazê-lo, tendo em conta que so esta a apanhar po la na parteleira de casa. Pelos vistos estou a perder uma grande historia...

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