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quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado

Caderno de leitura de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá


  Observo a capa. Como o título é O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (uma história de amor) e o fundo da ilustração é totalmente branco, penso que a história tratará de um amor pacífico, entre um gato e uma andorinha. Não acho que irá ser uma história interessante.
Ao começar a ler o que levou à escrita desta história fiquei sensibilizado. Contudo, desagradou-me a escrita deste livro na variante brasileira do português.
Ao avançar, gostei do pequeno poema da página 9 e agradou-me a letra que “abre a história”, o “A de abertura do primeiro capítulo”.
Gosto da metáfora usada pelo escritor para explicar o amanhecer, o vento e o Sol e as suas relações fantásticas.
Estou surpreendido porque a história que “intitula” o livro parece ser uma  “sub-história”.
Todos os seres vivos dizem mal do Gato, mas ele tem que se alimentar. Deviam compreender e falar com ele, como fazia a Coruja, que não tinha a mesma opinião dos outros animais. Eu penso que os outros animais são piores que o Gato Malhado:
Falam dele às escondidas.
Não falam com ele.
Não  tentam compreendê-lo.
A Andorinha e a Coruja são as únicas compreensivas e que tentam socializar e perceber o Gato.
Considero a discussão entre o Gato e a Andorinha muitíssimo cómica.
Gosto da forma como é narrada a história, embora na variante brasileira. Não sei porquê mas acho a personalidade do Gato parecida com a do narrador, pelo que ele escreveu na página 39. Gosto também da personalidade da Andorinha. A “bichana” é aventureira, curiosa e tenta perceber por que razão o Gato é anti-social.
É impressionante a quantidade de animais que odeia o Gato.
O Gato é realmente cómico! Acho que me estou a tornar dele! O “pseudo-estado” febril do Gato prova que ele tem sentimentos, ao contrário do que os outros animais pensam.
Embora todos os bichos do campo sejam supostamente amigos, traem-se, falando “todos” mal uns dos outros. E o Gato é que é mau?
Tenho pena da não reprodução dos restantes diálogos entre o Gato e a Andorinha, eram engraçadíssimos!
Fico feliz pela amizade do Gato com a Andorinha.
Concordo com a escrita sobre o tempo no início do capítulo “A estação do Verão”.
Infelizmente, o Gato e a Andorinha já se zangaram. Os murmúrios dos animais conseguem ser piores do que os das velhotas das aldeias do interior!!! Que coscuvilheiros irritantes!
O Gato ficou feliz e mudou de personalidade, todos os animais já o suportam. Fico contente por ele. Mesmo assim, os animais ainda falam dele. Não gosto do Papagaio, diz que o Gato é exibicionista, quando, na minha opinião, ele é que é. A “ave colorida” até chegou a cultivar a amizade com o Gato para lhe fazer uma “lavagem ao cérebro” contra os seus inimigos pessoais. E o Gato é que é mau?
Estou com pena do Gato. A história, na minha opinião, está a ser triste, opinião contrária à que o escritor passou.
Agora vejo que, no início, ao observar a capa, não “adivinhei” nada da trama. Mas gostei da “desagradável” surpresa.
Das personagens, preferi o Gato. Das que menos gostei foram a Vaca e o Papagaio, pensam que são sábios e fazem-se de “amiguinhos do povo”, quando, depois, são os piores.

Embora seja triste, penso que esta história merece 5 estrelas, só não merece 7 estrelas porque não está em português de Portugal.
João Alves, 8º C

1 comentário:

  1. É uma forma interessante de apresentar um livro, ir registando as impressões de leitura. Gostei muito do seu texto pois permite-nos "perceber" o que foi sentindo à medida que foi avançando na leitura. Continue a ler e... a escrever sobre o que lê.

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